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2017, april — Ela (Brazil) — Monica Bellucci relembra a vida no Rio e elogia Caetano

Monica Bellucci relembra a vida no Rio e elogia Caetano

Atriz italiana foi fotografada com exclusividade em Paris

POR GILBERTO JÚNIOR

RIO — No terraço da Galeries Lafayette, em Paris, a italiana Monica Bellucci vestia um cardigã do verão 2017 da Gucci de uma maneira bem peculiar. De repente — e sem esforço —, a peça tinha novos contornos. O vestido de Maria Grazia Chiuri para a Dior ganhou ares dramáticos, assim como a jaqueta da Chanel e a estola de plumas da Prada. Cada clique naquela manhã de inverno, em março, era um take de cinema. Monica estava no papel de bella donna, mas não usou renda, estampas animalescas ou lingerie. Era uma abordagem diferente de sua celebrada sensualidade. Tudo estava no olhar, nos gestos, nos detalhes. Enfim, na atitude.

— Em geral, as italianas têm uma feminilidade natural — explica a atriz, de 52 anos.

Monica Bellucci veste top e bolsa Giorgio Armani. Saia Victoria Beckham. Lenço de plumas Prada. Brincos e braceletes Cartier — Ricardo Abrahao

Monica, o último grande mito erótico do cinema, segundo a edição espanhola da revista “Vanity Fair”, surpreende. Contrariando o senso comum, ela diz que não se considera uma mulher forte.

— Sou firme em alguns aspectos, mas também sou muito frágil. A fragilidade é parte da Humanidade. Mas a força vem das experiências, boas e más — conta ela, escolhida para ser a mestre de cerimônia do 70º Festival de Cannes, marcado para acontecer entre os dias 17 e 28 de maio.

RIO, CAETANO E DONA FLOR

Enquanto esteve com nossa equipe, Monica Bellucci era só elogios ao Brasil. Lembrava do tempo em que morava na Gávea e dos cariocas.

— Realmente, amei viver no Rio. Encontrei pessoas maravilhosas e artistas incríveis, como Caetano Veloso, que também é um homem muito charmoso — diz a italiana. — Quando penso na cidade, me vem à cabeça beleza, sol, sensualidade e doçura. As minhas duas filhas (ela é mãe de Deva, 12, e de Léonie, 6, frutos de seu casamento com o ator francês Vincent Cassel, que chegou ao fim em 2013, após 14 anos) adoram o país e falam português melhor do que eu.

Dos trópicos, Monica tem outra boa recordação: Sonia Braga em “Dona Flor e seus dois maridos” (1976):

— Queria ter a chance de trabalhar com ela um dia. Sonia está de tirar o fôlego neste filme, parte da história do cinema para mim. “Dona Flor…” representa o grande dilema entre o amor e o desejo.

CIDADÃ EUROPEIA

Agora, Monica está baseada em Paris, mas mantém casas em Roma e em Lisboa. Diz que seu conceito de felicidade atualmente é ver Deva e Léonie crescerem.

— Fico feliz ao olhar para as minhas meninas. Brincar e conversar com elas me traz tanto prazer. Todo o resto vem depois — comenta a italiana.

Filha de mãe católica e pai ateu, ela conta que sempre sonhou ser atriz, mas acabou entrando primeiro para a moda, isso nos anos 1980.

— Não era exatamente a típica modelo — observa Monica, que, ainda assim, foi escalada para ser manequim da grife Dolce & Gabbana, construindo uma longa (e próxima) relação com os estilistas Domenico Dolce e Stefano Gabbana.

A vida nômade começou nesta época:

— Estava a todo momento em aviões, viajando para Londres, Nova York e outros lugares do mundo. Mas eu era, definitivamente, uma cidadã europeia.

Top Paskal. Vestido Dior. Brincos Cartier — Ricardo Abrahao

A carreira no cinema virou realidade na década seguinte. A italiana ganhou fama ao protagonizar “Malèna” (2000), de Giuseppe Tornatore. Na sequência, participou, por exemplo, dos filmes “O pacto dos lobos” (2001), “A paixão de Cristo” (2004) — no qual interpretou Maria Madalena —, e “Os irmãos Grimm (2005).

— Minhas escolhas são instintivas — justifica a atriz, que aprendeu a língua sérvia para atuar em “On the milky road”, com lançamento previsto para julho na França. — Antes, tive que decorar meus diálogos em persa no longa “O último poema do rinoceronte” (2012), de Bahman Ghobadi. Mas não me importo de fazer isso.

Estrela da trilogia “Matrix”, Monica carrega no currículo a cena de estupro mais realista da sétima arte, em “Irreversível” (2002):

— Esta película é a representação da realidade, não a realidade. Existia um roteiro, mas improvisamos como no teatro, pois filmamos por 20 minutos sem parar. “Irreversível” é violento, mas também é muito poético.

ERÓTICA E MUITO ELEGANTE

Na enciclopédia digital da “Vogue” Itália, Monica Belluci é descrita como “o ícone da mulher mediterrânea por excelência”. Comumente, é tida como uma das mais belas e sexy de todos os tempos, seguindo a linhagem de suas compatriotas Gina Lollobrigida e Sophia Loren.

— É como eu sempre digo: a beleza da juventude dura pouco. Mas acredito que depois desse momento na vida, há um outro tipo de beleza, que vem da alma e do coração. E ela surge de formas diferentes — filosofa a estrela, que virou notícia em 2015 ao tornar-se a atriz mais velha a interpretar uma Bond Girl na franquia “007”.

Jaqueta Ksenia Schnaider. Braceletes Cartier — Ricardo Abrahao

Em “007 contra Spectre”, de Sam Mendes, a personagem Lucia Sciarra aparentava estar na casa dos 50, a mesma faixa etária da italiana. Quem assistiu à obra, vai concordar: Monica estava arrebatadora, indo ao encontro do título de “último grande mito erótico”.

— Elogios são sempre bem-vindos, mas vou dizer que erotismo é uma forma de elegância — comenta.

Monica notou que as coisas “estão mudando” para as mulheres maduras. E cita Catherine Deneuve, Isabelle Huppert, Julianne Moore, Meryl Streep e Judi Dench como referências:

— Elas e tantas mais estão conseguindo excelentes papéis para se expressarem artisticamente.

Sem entrar em detalhes, a atriz reafirma sua posição sobre cirurgia plástica:

— Não tenho nada contra. Se alguém se sente bem fazendo, por que não? Cada um tem seu próprio modo de lidar com o envelhecimento.

Monica ainda discutiu a agenda feminista:

— Eles dizem: “a mulher representa o amor universal”. Também penso assim. Não precisamos ser como os homens para evoluir. Necessitamos ser tão respeitadas quanto eles. A feminilidade é a nossa melhor qualidade. Não temos que perdê-la.

Fotos:Ricardo Abrahao (ABÁ MGT). Coordenação: Gilberto Júnior. Edição de moda: Olga Yanul. Cabelo: John Nollet. Maquiagem: Letizia Carnevale (B Agency). Produção: Sara Noel. Modelo: Monica Bellucci (Karin Models). Assistentes: Gemma Bedini (moda), Amit Tikriti e Vincent Gussemburger (produção). Agradecimentos: Galeries Lafayette Paris Haussmann.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/ela/gente/monica-bellucci-relembra-vida-no-rio-elogia-caetano-21176680#ixzz4deTkOpt3
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